A odontologia para a melhor idade nos dias atuais.
Colocado em Saúde e bem estar a 06 março 2010 por Jorge Roberto – 1 ComentárioAutora: Kênia Melasipo Mattos Monteiro
Os idosos de hoje, que foram os jovens e as crianças de ontem, vêm de uma época em que predominavam a deficiência de uma conscientização geral, a falta de informações, a carência de profissionais realmente habilitados e com os recursos odontológicos ainda numa fase embrionária,como anestesia, Raios X e equipamentos .Tais fatores constituíram um padrão errôneo de educação odontológica em que predominavam o medo,a falta de interesse, desconhecimento e uma distância enorme da íntima relação de saúde oral e a totalidade do organismo humano.
Com o passar dos anos, um progresso lento e contínuo, trouxe novos horizontes para a educação em saúde bucal, visando a formação de bons hábitos de higiene e prevenção que, agora, terão reflexos nos idosos do futuro.
O aumento da perspectiva de vida e o número de idosos cada vez maior, torna a Odontogeriatria uma especialidade voltada para esta importante faixa etária.
Nas últimas décadas, a melhoria das condições médicas, econômicas e sociais resultou no prolongamento da vida do ser humano.Essa longevidade, associada aos avanços da odontologia preventiva, tem levado a um aumento de pessoas idosas dentadas que buscam a assistência odontológica.
Apesar do aumento significativo de problemas bucais, com o passar dos anos, vem sendo observado uma diminuição acentuada no número de dentes perdidos.
Outros fatores, justificam essa queda, como, por exemplo, abertura dos meios de comunicação, que ajudam a criar um novo perfil psicológico do paciente idoso. Sendo assim, os idosos estão mudando, querendo viver com melhor qualidade de vida. Além disso, há uma preocupação em poder sorrir com satisfação, comer bem, poder mastigar, pronunciar e influência a estética e o bem estar psicossocial, por terem relação direta com a imagem e auto estima.
Cada idoso é completamente diferente de outro idoso, condição que dificulta classificá-lo como um tipo especifico.A problemático bucal de dois idosos pode ser a mesma e o diagnóstico em cada caso ser idêntico, porém o plano de tratamento variará conforme a condição física dos pacientes, estado emocional, filosofia de vida, personalidade, comportamento, atitude, relação familiar, situação socioeconômico- cultural, entre outros fatores.
Com o avanço da idade, há um aumento da incidência das doenças crônico-degenerativa e do uso de medicamentos que geram repercussões físicas e psicossociais e há uma queda no nível de higiene bucal.
A cavidade bucal envelhecida pode apresentar certas características fisiológicas, como a diminuição das papilas gustativas, causando uma diminuição no paladar e a língua apresenta-se normalmente um aspecto liso.
Sobre a língua com acúmulo de detritos, pode-se formar uma massa branca conhecida como saburra lingual, que pode originar o mau hálito ou halitose.
A mucosa bucal pode apresentar-se mais sensível e frágil, devido às alterações metabólicas que aparecem na terceira idade, tornando-a mais suscetível aos traumas.
Os dentes apresenta-se mais escurecidos pelo amadurecimento dentinário, e com atrição pelo próprio desgaste com o tempo.
A diminuição na salivação ou xerostomia podem aparecer com certa freqüência, como conseqüência da atrofia das glândulas salivares, como efeito colateral do uso de certos medicamentos e como resultante de algumas doenças sistêmicas.
As patologias bucais mais comuns da terceira idade ainda são a cárie, em especial de raiz e a doença periodontal, como as inevitáveis perdas dentárias, como conseqüência.
Limitar o exame clínico bucal ao exame dos dentes não é mais aceitável.
A abordagem odontológica ao paciente da terceira idade deve extrapolar os limites da cavidade bucal.Estudos recentes correlacionam várias doenças sistêmicas com patologias bucais e vice-versa, principalmente a doença periodontal.
As doenças mais comuns que acometem os idosos são os acidentes vásculo-cerebrais, doenças cardíacas, Diabete melito, artrite, câncer bucal. Doenças neurológicas como Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson, além de alterações nutricionais, que podem ser importantes efeitos sobre a condição bucal e conduta de profissional da área odontológica.
Os idosos fumantes, ativos ou passivos,com prótese mal adaptada consistem de importante grupo de risco para o aparecimento do câncer bucal. O auto-exame como ato preventivo é necessário. Pelo menos duas vezes ao ano língua, céu da boca, bochechas devem ser examinados . E se caso alguma alteração for encontrada e feridas que permanecerem por mais de 20 dias na cavidade bucal o dentista deverá ser procurado imediatamente.
O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso no tratamento do câncer bucal.
A higienização dos dentes e das próteses, deverão ocorrer diariamente, após as refeições.
A necessidade de consultas rotineiras de manutenção depende das condições de saúde especifica de cada idoso.
O cirurgião-dentista na consulta terá que colher o maior número de informações
em sua anamnese tendo a cooperação do cuidador seja familiar ou não.
E como o atendimento destes pacientes é diferenciado e multidisciplinar,porque requer do profissional conhecimento,paciência e muita simpatia,normalmente se faz necessário o contato com o médico responsável pelo idoso para que possa ser planejado o caso deste, individualmente.
A equipe odontológica possui também a função de conscientização e treinamento do cuidador na supervisão e realização da higienização bucal e auto- exame que é de fundamental importância na manutenção da saúde bucal e sistêmica do paciente.
A equipe Mr.Clean Clínica Odontológica com o seu Programa de Acompanhamento Preventivo –PAP- desenvolveu com exclusividade um atendimento inovador com profissionais especializados e capacitados para atender todas as necessidades que são peculiares a esta fase de vida que é tão especial.
Kênia Melasipo Mattos Monteiro CROMG 18498
Coordenadora da Mr.Clean Clínica Odontológica